sábado, 28 de fevereiro de 2015

20150228 - Os inimigos da humanidade, cerca de um por cento da população mundial, com sua ganância são causa do sofrimento dos restantes noventa e nove por cento. Entre estes estão os bons, caladinhos, governando suas vidinhas por entre as frestas deixadas pelos inimigos, por isso igualmente responsáveis pela miséria e sofrimento dos restantes cerca de cinquenta por cento do mundo. Para além dos inimigos não sabemos as quantidades certas. Nem aproximadas. São confidenciais...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Sócrates, conhecido como o homem mais sábio da Grécia, dizia: “Eu e os homens notáveis de Atenas nada sabemos, e a única diferença entre eu e eles é que eu, nada sabendo, sei que nada sei, enquanto que eles, nada sabendo, pensam que sabem muito”. Na mesma linha de raciocínio, o filósofo espanhol Balthazar Gracián defendeu: “O maior tolo é aquele que acha que não é, e que só os outros são. Para ser sábio não basta parecer sábio, nem, muito menos, parecer sábio a si próprio. (....) Embora o mundo esteja cheio de tolos, ninguém se julga um deles, nem receia ser um.” In "A Arte da Prudência”, Balthazar Gracián, Ed. Martin Claret, SP, 2001, 151 pp., ver p. 102. «[...] Dos inúmeros tipos de idiotas, um dos mais interessantes foi examinado por François Rabelais, o escritor francês do século 16. Ele abordou a imbecilidade doutoral específica dos “eruditos” que usam palavras complicadas para não dizer coisa alguma. Rabelais qualifica tais idiotas eruditos como professores cegos de discípulos cegos, “que tateiam em um quarto escuro à procura de um gato preto que não está lá”. [...] Não é de todo impossível encontrar esse tipo de pesquisador fazendo teses de pós-doutorado em certas universidades.» [...] www.filosofiaesotérica.com

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

20150112 - «[...] somos feitos de tal maneira que não só [...] temos necessidade de uma certa proporção de verdade e de erro como base da nossa vida, como temos também necessidade de uma certa proporção de claridade e obscuridade da imagem dos elementos da nossa vida». [...] Por conseguinte a transparência tira às coisas todo o encanto e «proíbe a fantasia de nelas entretecer as suas possibilidades, perda da qual nenhuma realidade pode compensar-nos, porque a obra da fantasia é uma atividade própria, que a longo prazo não pode ser suplantada por forma alguma de reação ou gratificação». G. Simmel citado por Byung-Chull Han, in Sociedade da Transparência, 2014, Relógio d'Água Editores. Das eleições da Grécia retiramos essa ilação: a fantasia para o ser humano não é substituível por nenhuma realidade por mais racional que se apresente ou queira apresentar-se. Após milénios de domínio oligárquico racional, a necessária fantasia, nunca de todo sufocada, germinou e foi brotando aqui e ali pelo mundo. Finalmente, ontem, na Grécia, pátria da filosofia e cultura  ocidental, despontou com força, ergueu-se cima do «politicamente correto» e mostrou entusiasmada as primeiras folhas do caule que se deseja floresça pelo mundo. Para as oligarquias o povo sempre foi uma força perigosa incapaz de se dirigir a si própria se deixada livre sem um domínio firme que lhe indique o caminho. Contudo, esta convicção erra por mal intencionada porque tão somente  pretende tirar benefício direto do trabalho a que sujeitam os outros em troca de acesso controlado à alimentação e a tudo o mais fundamental à vida. Esta é a realidade dominante desde os primórdios da história nos povos dados como civilizados . Pergunta fundamental: é assim porque é, porque não há outra maneira de viver ou é assim porque o ADN de uns poucos determina-lhes a ganância da dominação e espoliação? Como o jacaré ou o abutre ou o escorpião? Se a resposta é sim, então a endeusada racionalidade é só para seu uso pessoal; se a resposta é não,  então agem como animais irracionais obedecendo aos seus próprios instintos. Em qualquer caso o perigo não está nos povos...
Da Grécia dominada pelos macedónios cerca IV a.C., submetida pelos romanos desde 168 a.C. a VI d.C.. Tal como a semente se enterra para brotar a planta. Os romanos assimilaram a vastíssima e inédita cultura grega e difundiram-na de Oriente a Ocidente. O mundo de hoje pensa tal como os gregos pensaram. Nenhuma região criou tantos Saberes como essa região da Grécia Antiga – que abrangia parte do atual território da Itália e Turquia. Passados dois mil anos eis que no arranque do século XXI a Grécia está novamente ameaçada não por exércitos de lanças e corcéis do tipo romano mas pela finança internacional não menos ameaçadora e destrutiva. Culpas? As mesmas de Portugal! Acreditou no canto e assédio das sereias do capitalismo e endividou-se. Ficou cativa tal como Portugal. O Império Romano lá caiu apodrecido e odiado. Está chegada a hora do Império Capitalista também cair? Podre já está! À semelhança do Império Romano alimenta-se da miséria de povos e nações. Estará novamente a Grécia incumbida de iluminar o mundo, já não pelo conhecimento mas pela coragem intelectual qual semente erguendo-se do chão e apontando a dignificação do ser humano em todas as suas vertentes opondo-se à seleção escravizadora e obscura de classes sociais tão ao gosto dos imperialismos romanos, financeiros e outros? Responderá a coragem grega à tibieza dos vendilhões de pátrias? 99% da Humanidade deseja-o! Quere-o!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

É anti humano esta pressão dos Al Capone da finança sobre os povos. Como é possível? Como e porquê os governos ajoelham? Que tipo de ameaças ou represálias invocam para que os governos claudiquem? Ou que tipo de prebendas ou prémios oferecem aos governantes para que estes obedeçam e se disponham a sujeitar os seus países a tais situações de miséria e angústia? Que tipo de gente aceita ser mandatária de sacrifícios inanes por gerações sucessivas de seus compatriotas? Não serão apenas os carrascos modernos de todos os tempos? Serão gente humana como nós? Afinal, para que servem as religiões, as academias, as artes, a cultura? A democracia?
  • Edmundo Dos Santos Figueiredo Estas interrogações são legitimas, porque nenhum dos 99% dos cidadãos do mundo viveu acima de suas posses ou contribui objetiva e conscientemente para este desmoronar de estruturas económicas e com elas a esperança e alegria de viver!

  • quarta-feira, 7 de janeiro de 2015


    «- ”Hoje nada se respeita. Antigamente, colocávamos num pedestal a virtude, a honra e a verdade. Agora, a corrupção reina na vida americana, é a única lei, está a minar o país. A virtude, a honra e a justiça esfumaram-se.” - Estas palavras tiveram impacto, nomeadamente por serem proferidas pelo gangster Al Capone, apenas alguns dias antes de ser preso por evasão fiscal, o único dos seus numerosos delitos pelo qual foi possível levá-lo a julgamento.-» Luis Muiño, SI Jan/2015, transcrição de entrevista dos anos 30 incluída no livro "De Cabeça para Baixo - A Escola do Mundo ao Contrário" do escritor uruguaio Eduardo Galeano.  

    domingo, 28 de dezembro de 2014

    O liberalismo é como qualquer outra teoria social: funciona umas vezes melhor outras pior, segundo a aplicação prática dos princípios que lhe deram origem. Veja-se como se abateu a monarquia em nome dos ideais de liberdade, igualdade - justiça - e partilha e agora a república que aí temos. Como na «República» platónica um registo de direitos e liberdades manietadas por normas que visam proteger o Poder em oposição ao real bem estar coletivo. E assim continua. Já o liberalismo pretende acabar com essas regras rígidas de modo que seja a própria dinâmica temporal da sociedade a estabelecer a equidade das normas. Recorde-se a comunidade de Rio de Honor. Talvez o sistema jurídico britânico seja um bom exemplo sobre a aplicação da justiça - a real chave da harmonia social. Na Grã-Bretanha o código civil é diminuto, não há um amplo código padrão semelhante ao romano onde todas as situações e soluções se pretendem previstas. No britânico as sentenças são produzidas sobre cada caso vivo, na sua realidade e fazem jurisprudência. Ou seja, uma legislação generalista que  atende à realidade circunstancial dos factos e decide de acordo. Ou seja, funda-se na confiança na capacidade humana de decidir bem o que é melhor à comunidade em cada momento. Neste ideal a evolução das leis acompanha a evolução da própria vida comunitária.

    sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

    A sensibilidade pressionada

    «Nos anos sessenta, a Universidade de Yale, EUA, reuniu um grupo de voluntários para um estudo sobre aprendizagem e memória, a Experiência Milgram. Antes de começar um homem de bata branca explicava-lhes que tinham de administrar choques elétricos cada vez mais intensos a uma pessoa sempre que se enganasse a recordar uma lista de palavras. No início do teste, o homem que devia exercitar a memória enganava-se, e o responsável pedia ao voluntário para carregar no botão e iniciar as descargas que aumentavam a cada erro. Como a «vitima» estava numa sala ao lado, ouvia-se muito bem. A partir dos 75 volts, queixava-se. entre os 90 e os 120 volts, gritava. Dos 130 aos 150 suplicava que a libertassem. Aos 270 volts, dava gemidos agonizantes. os 300, um grito desesperado... Depois silencia. O que os voluntários ignoravam era que a experiência não era verdadeira. Não havia quaisquer descargas. A vítima na sala ao lado era um ator preparado para simular a dor, Apesar disso, dos 40 indivíduos que participaram no teste, vinte e cinco continuaram a premir o botão até ao fim. Nenhum recusou iniciar o castigo e todos chegaram, pelo menos, aos 180 volts. O que levou pessoas normais a carregarem num botão até poderem matar um indivíduo? Quando lhes perguntaram depois, alegaram que tinham tido boas intenções. Pensavam estar a ser úteis à ciência, ao cumprir as expectativas do responsável pela experiência, e estar à altura  da sua missão ao ajudar quem estava do outro lado da porta a reter melhor a lista de palavras. Contudo, cometeram um erro grave ao delegar a sua responsabilidade moral  e adaptar-se de forma passiva à norma imposta por alguém (em parte, apenas pelo facto de envergar uma bata branca). Isso converteu-os em potenciais assassinos. Outro estudo muito citado sobre a vulnerabilidade humana à influência externa foi realizado em 1951, pelo psicólogo norte americano Solomon Asch, da Universidade de Harvard, EUA. Ao perguntar a um voluntário, quando estavam sozinhos, qual de três linhas de diferente comprimento era igual a outra linha desenhada num segundo papel, este não tinha problemas em responder a verdade evidente. Porém, se o individuo se encontrasse numa fila e os que estavam à sua frente (cúmplices do psicólogo) dessem uma resposta errada, uma grande percentagem dos participantes  assumia o diagnóstico geral e também escolhia essa opção.»
    Luis Muiño, Prós e Contras do Conformismo, S.I., Nov. 2014.
    Logo, torna-se claro o porquê da mudança radical de sensível para insensível que se opera nos indivíduos que assumem cargos de responsabilidade governamental ou de empresas de grande dimensão. Também explica os prémios astronómicos dados aos gestores quando abandonam os cargos. Pode tirar-se uma simples ilação: se as pessoas são sensíveis porém enganadas pelas justificações apresentadas por alguém cuja credibilidade não é nem convém por à prova, pela pressão exercida por um grupo ou pela a perspetiva de um prémio excecional, então geram a ideia defensiva de que tudo é por bem.
    Se esta tese contem elementos correspondentes à realidade do ser humano, como parece, então, mude-se o sistema económico financeiro escravizante para um outro que vise a felicidade dos seres... Palavra de Psicologia...
    O Ricardo Araújo Pereira é um indivíduo cujas capacidades muito aprecio e aplaudo. Porém: «Pergunta-se: quem tem mais deve contribuir mais? Eis um daqueles dilemas de solução impossível». Impossível? Ou ironiza ou não compreende que ninguém faz fortuna a menos que os outros façam por ele o que pessoalmente é incapaz de fazer? Enquanto milhões andam dobrados laborando o dia a dia esses «líderes» andam bem empertigados divertindo-se em jogos e prazeres proibidos aos obreiros? Qual a moral que determina que pondo um indivíduo a fazer algo que nem sabe ou imagina como se faz, tem o direito de colher o melhor resultado desse labor? Por exemplo qual a humanidade que sustenta uma CMVM? Onde indivíduos se dedicam a comprar e a vender empresas a seu belo lucro independentemente da miséria que eventualmente provocam? Creio que o Ricardo se afasta destes pressupostos e mantem no interior a mesma aparência exterior de um ser humano por inteiro. «À mulher de César não basta ser séria...»

    sexta-feira, 7 de novembro de 2014

     A revolta nas ruas de Bruxelas: Já lá chegou? E os al capones, autores da situação? Onde estão? É urgente perceber-se que o erro não está nas pessoas. Está no sistema económico e financeiro. Metáfora: as autoestradas com suas baias e vedações são tão seguras que os acidentes são raros. O sistema económico e financeiro se dotado de «baias» e «vedações» adequadas garantiria grande segurança e apenas alguns acidentes menores. Sem lançar nações inteiras na miséria e infelicidade. Enquanto os governos governarem para a economia e finança em vez de para a felicidade dos cidadãos o banditismo e suas consequências permanecerão. O cidadão sabe disto e por isso considera todos os políticos como miseráveis sem escrúpulos.

    terça-feira, 12 de agosto de 2014

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    A 2 de fevereiro de 1905 nasceu em S. Petersburgo a filósofa e escritora americana Alissa Zinovievna Rosenbaum, mais conhecida como Ayn Rand, falecida em Março de 1982 em Nova York. Ficou famosa esta frase dela, que se aplica como uma luva ao que vivemos em Portugal nos dias de hoje:

    "Quando te deres conta de que para produzir necessitas obter a autorização de quem nada produz, quando te deres conta de que o dinheiro flui para o bolso daqueles que traficam não com bens, mas com favores, quando te deres conta de que muitos na tua sociedade enriquecem graças ao suborno e influências, e não ao seu trabalho, e que as leis do teu país não te protegem a ti, mas protegem-nos a eles contra ti, quando enfim descubras ainda que a corrupção é recompensada e a honradez se converte num auto-sacrificio, poderás afirmar, taxativamente, sem temor a equivocar-te, que a tua sociedade está condenada. “
    AYN RAND (1950)

    domingo, 3 de agosto de 2014

    «Que importa a melodia, se acaso aos outros dou, com pávida alegria, o pouco que me sou?
    Que importa ao que me sabe estar só no meu caminho, se dentro de mim cabe a glória de ir sozinho?
    Que importa a vã ternura das horas magoadas, se ao meu redor perdura o eco das passadas?
    Que importa a solidão e o não saber onde ir, se tudo, ao coração, nos fala de partir?» daniel filipe, marinheiro em terra, 1949

    quinta-feira, 17 de julho de 2014

    Se um individuo que atingiu mortalmente o filho a tiro - confessando às autoridades ter-se enganado no alvo pois o que pretendia era matar a mãe que o jovem tentou proteger com o seu próprio corpo - é justamente chamado de criminoso por uma morte, alvo de julgamento e condenado a prisão, então, como se deve chamar àqueles indivíduos que com igual deliberação e consciência roubam a vida de milhões de seres - um país! - pela delapidação de seus bens, pela destruição das suas vitais esperanças de felicidade pela família e abrigo, apressando-lhes a morte pela fome e indigência?
    Nietzsche na critica à modernidade visava os modelos padronizados para a igualdade democrática. Porém, entendia que tal pretensão só poderia residir no material ou seja perante a lei. Quanto ao demais toda a pessoa é um ser singular. Foi o pensador da diferença. Ao pretender criar um projeto para uma Nova Cultura não fundada no cristianismo foi considerado perigoso. Acreditando que não há dualidade entre os sentidos e a razão criou o conceito de fisiopsicologia pelo qual estabelece que os sentimentos e as ideias são inscritas no corpo: no seu todo o corpo sente e pensa.

    terça-feira, 15 de julho de 2014

    A modernidade, ao iludir a perceção duma realidade que nos determina trouxe a convicção de que podemos fazer tudo que quisermos. Para isso contribuiu a filosofia nietzschiana libertadora da culpa edénica sobre que se edificou a sociedade ocidental. É verdade que humanidade não nasce culpada de coisa alguma mas também é dolorosamente verdade que não pode fazer tudo o que quer.

    segunda-feira, 7 de julho de 2014

    A propósito do artigo de hoje no Jornal i «Disciplina Germânica» por Vasco de Ataíde Marques: Um artigo lucido e cristalino. Enaltece tendências, intuições, vocações como se estas qualidades num povo dependessem em exclusivo da sua «vontade» ou do lendário «querer é poder»,  Tenho a convicção de que o Autor sabe e bem que não é exatamente assim. Essa coisa do «querer é poder» é um embuste consagrado pela história da dominação. O que a realidade de milénios nos demonstra é de que nada é «para quem quer mas somente para quem pode». O aforismo para ser justo deveria rezar: «o poder gera a força do querer». Para mim, o factor que determina o maior ou menor êxito de um povo não é intrínseco à organização do coletivo mas sim dependente da região geográfica ocupada - por exemplo, da sua temperatura - e da respetiva riqueza natural, aquela que nenhum humano pode jamais querer produzir. Este o ser humano na sua mais admirável e extraordinária contradição. 

    segunda-feira, 30 de junho de 2014

    sábado, 28 de junho de 2014

    Morrer sozinho não pode ser uma desgraça pois é assim que se nasce e vive: estamos obrigados a viver dentro de nós, daí o termo individuo usado para nos designar. Os outros são apenas a exterioridade, mais ou menos sentida mais ou menos observada, porém, apenas isso.